Obama vai se reunir com militantes dos direitos dos gays na Rússia
O presidente americano, Barack Obama, vai se reunir nesta sexta-feira com defensores dos direitos dos gays na Rússia, onde foi adotada uma lei condenando a "propaganda" homossexual, anunciaram nesta quarta-feira a Casa Branca e organizações convidadas.
Barack Obama vai "encontrar representantes da sociedade civil para discutir o importante papel que ela desempenha na promoção dos direitos humanos e da tolerância", segundo um alto funcionário da Casa Branca.
Obama se reunirá com representantes de organizações de defesa da causa homossexual, dos direitos humanos, do meio ambiente e da liberdade de imprensa, acrescentou essa autoridade.
Igor Kotchetkov, diretor da associação LGBT Network, indicou que participará do encontro, previsto para a noite de sexta-feira, após o encerramento da cúpula do G20.
A associação Coming Out também estará representada pela presidente Anna Anissimova.
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou em junho uma lei punindo a "propaganda" homossexual diante de menores, com penas que vão de multas à prisão. Essa lei foi considerada discriminatória por defensores dos direitos humanos e muito criticada no exterior.
Putin se comprometeu nesta quarta-feira a cuidar para que os Jogos Olímpicos de Inverno, que serão realizados em Sochi no mês de fevereiro, ocorram sem discriminação contra os gays, apesar da lei, que desencadeou pedidos de boicote ao evento esportivo.
Na véspera de sua chegada à Rússia, o presidente americano, que já havia criticado a lei, defendeu em Estocolmo o direitos dos homossexuais.Os direitos das minorias sexuais na Rússia parecem vir a ser um dos temas não-oficiais da cúpula do G20 em São Petersburgo. Isso se pode depreender de uma série de declarações feitas na véspera desse fórum. Primeiro, Barack Obama declarou que tencionava se encontrar com ativistas russos do movimento LGBT durante a sua permanência em São Petersburgo. Hoje, Vladimir Putin também anunciou a sua intenção de realizar uma reunião idêntica.
Fonte: Terra via AFP, 04/09/2013
Vladimir Putin está disposto a se encontrar com ativistas da comunidade LGBT, mas por enquanto eles ainda não manifestaram essa intenção. Isso foi transmitido pelo presidente russo numa entrevista à agência Associated Press e ao Primeiro Canal da TV russa. O presidente da Rússia sublinhou que não tem quaisquer preconceitos contra as pessoas com uma orientação sexual alternativa, da mesma forma que não existem quaisquer fundamentos para se falar da discriminação dos direitos dos homossexuais na Rússia.
Vladimir Putin está disposto a falar com ativistas gay
Vladimir Putin está disposto a se encontrar com ativistas da comunidade LGBT, mas por enquanto eles ainda não manifestaram essa intenção. Isso foi transmitido pelo presidente russo numa entrevista à agência Associated Press e ao Primeiro Canal da TV russa. O presidente da Rússia sublinhou que não tem quaisquer preconceitos contra as pessoas com uma orientação sexual alternativa, da mesma forma que não existem quaisquer fundamentos para se falar da discriminação dos direitos dos homossexuais na Rússia.
“As pessoas com uma orientação não-tradicional não são de forma nenhuma discriminadas, nem do ponto de vista profissional, nem a nível de salário, e mesmo quando atingem um determinado nível, nas artes ou no seu trabalho, do ponto de vista do reconhecimento dos seus resultados pelo Estado, estou a referir-me à condecoração com ordens ou medalhas. Eles são cidadãos plenos da Federação Russa e com uma completa igualdade de direitos.”
O primeiro a reagir à declaração do presidente sobre a disponibilidade de se encontrar com os representantes da comunidade LGBT foi o conhecido ativista gay russo Nikolai Alekseev. Afinal, ele já há muito que queria se encontrar com o chefe de Estado. Alekseev explicou à Voz da Rússia quais são os temas que ele gostaria de discutir com Putin.
“Eu quero discutir as consequências sociais da lei aprovada na Rússia que proíbe a propaganda gay. Na sua essência, essa lei não tem prática jurídica, porque ninguém é responsabilizado com recurso a essa lei. O mesmo se passa com as leis regionais do mesmo teor. No entanto, as suas consequências sociais são bastante graves.”
Também Barack Obama tinha manifestado na véspera a sua intenção de se encontrar com os ativistas LGBT russos. O líder norte-americano tenciona falar com eles durante a sua visita a São Petersburgo para a cúpula do G20. Para Nikolai Alekseev, essa reunião porém não tem qualquer interesse, porque os assuntos internos russos devem ser, logicamente, discutidos com o presidente da Rússia e não dos EUA. Contudo, a reunião de Putin com os ativistas gay poderia ter também ter efeitos na política externa na opinião de Andrei Kortunov, presidente da Fundação Nova Eurásia.
“É muito frequente, especialmente na imprensa ocidental, que essa lei seja interpretada de uma forma, digamos, bastante tendenciosa. Ou seja, são retiradas conclusões de que na Rússia esse tipo de orientação sexual é completamente proibida o que provoca, obviamente, uma reação social bastante ativa. Por isso, eu penso que uma reunião desse tipo do nosso presidente com os ativistas refletiria a admissão da existência de um problema e a vontade de clarificar a posição da Rússia relativamente a essa questão.”
Devemos acrescentar que no Ocidente nem todos criticam a Rússia pela lei de proibição da propaganda gay. Assim, na véspera da cúpula do G20 de São Petersburgo, mais de 100 organizações internacionais defensoras dos valores da família publicaram uma declaração de apoio a essa lei. Esse documento refere que “a Rússia defende os direitos humanos verdadeiros e universalmente aceites dos “valores” fabricados artificialmente e que em muitas sociedades modernas são impostos de forma violenta”. Essa declaração foi assinada por organizações de 33 países da Europa, América Latina e EUA, incluindo estruturas internacionais como o Congresso Mundial das Famílias e a Federação Europeia das Famílias Numerosas. A iniciativa para produzir esse documento partiu da organização espanhola Profissionais pela Ética.
Fonte: Rádio Voz da Rússia, 03/09/2013
0 comentários:
Postar um comentário